
Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.
Aí eu paro tiro o sapato
e danço o resto da vida.
Chacal
Sei que não é preciso entender poesia, é preciso senti-la... Mas esta me proporcionou um espaço para que eu entendesse o que está para além destas linhas.
E o que está para além dessas linhas são sonhos que não são despertados e desejos que não são contidos. Não precisamos de um sapato, temos os pés. Os pés que tocam o chão e os pés que pulam. Os pés que valsam e os pés que sambam.
É preciso insensatez e audácia para andarmos descalças... Mas é preciso que, às vezes, andemos. É preciso menos amarras. Que o descabido continue desprovido de cabimento e que o atrevimento continue atrevido.
Não permitiremos que nossos desejos mais imponderáveis caibam nos sapatos. Não renegociemos nossos anseios por estarem machucando nossos dedos... O sapato aperta? Deixemos na caixa. Bolhas à vista? Uma sapateira resolve, meu amor.
Que o sapato seja provisório e nossos pés descalços permanentes...E que a festa seja longa e as músicas envolventes o suficientes para dançarmos até o fim... Até o sol raiar.















