quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Punhos de aço
Amiga,
corta o cabelo,
corta a franja,
corta os carboidratos,
corta o refrigerante,
corta o óleo de soja,
corta o bauru,
corta a barra da minissaia,
corta o limite do banco,
corta as unhas,
corta o cartão de crédito,
corta a mesada do filho,
corta relações;
corta o macarrão,
corta a ração do cachorro,
corta até a alça do sutiã...
Mas os pulsos não corta, por favor, deixa-os intactos para ter mais força no punho.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Primeiro a gente foge, depois a gente vê...
Nossas conversas rendem textos, dissertações e teses, sempre baseadas nas nossas vivências, pertinências e até divergências. E hoje não é diferente.
Conversamos sobre relações pessoais. Vida. Convivência. Decência. Obediência. Sonolência.
E nossa pauta era a questão de término de relacionamentos e suas consequências quando este há a volta. Consequências nos outros envolvidos, ou seja, nos coadjuvantes da trama mexicana.
Relacionamento terminado. Família reunida pra decidir o futuro do país.
- Ele errou.
- Não, ela que foi mimada.
- Ele é sem noção da realidade.
- Mas ela pediu...
E daí os churrascos de domingo se tornam o Porgrama da Marcia Gold Alguma Coisa.
Palpites. Declarações. Maldições. Especulações. Demolições. Emoções.
O que conversávamos ao som de "dá uma fugidinha com você" é que quando os relacionamentos são desfeitos e envolvemos terceiros, quartos e quintos, envolvemos estas pessoas também na raiva momentânea que está saltando pelos nossos poros. Envolvemos estas pessoas com nossos desesperos emocionais que são apagados na hora em que a saudade bate à porta.
Nossa raiva é amenizada por histórias, momentos, vivências e eloquências... que as outras pessoas não têm. Não têm porque não passaram por situações que apenas o casal se permitiu sentir, sofrer, experimentar.
Resultado: nossas raivas passam, a raiva alheia continua, porque os outros são os outros e só (plágio?).
Nosso papo maduro sobre estas relações acabou como sempre acaba. Sem uma conclusão sobre um certo e um errado. Um sim e um não. Um agora e um depois. Sem nada definido.
Mas acabou com uma bela frase de efeito que, no caso, foi o meu (des) conselho: "Primeiro a gente foge, depois a gente vê."
domingo, 15 de agosto de 2010
Classificados Poéticos
Depois de gargalhar como uma louca, fiquei pensando no que significa isso, assim, nas entrelinhas.
Sim, quem sabe ler percebeu que a moçoila quer alguém que pague suas dívidas. Claro, pois só quem tá entupidaça de dívidas é capaz de chegar ao extremo de colocar um anúncio deste. Mas para além da conta bancária negativa da pobretona, o que tá em questão aí é como as pessoas resolvem os seus problemas hoje em dia.
Ou melhor, as pessoas não resolvem os seus problemas, as pessoas esperam que outras resolvam os seus problemas. O outro que tem que atuar para que ela possa tirar o pé do buraco.
Quando li a primeira vez o anúncio (li vááááárias até acreditar), interpretei a desesperada como super sincera. Mas depois, acho que não é este o adjetivo mais apropriado. Acredito que acomodada seja a melhor opção.
Acomodada, pois depende dos outros para que a sua situação se resolva. Acomodada, pois não pretende ir em busca da bufunfa que precisa pra tirar o nome do SPC por meio do trabalho. Acomodada, pois dispensa ir em busca do amor e da felicidade realista. Acomodada, sim, pois é mais fácil que alguém ligue com as soluções de sua crise financeira e pessoal prontas, do que ela ir guerrear.
Se ela fosse super sincera como a julguei na primeira lida, sua postagem nos Classificados ficaria assim:
Acomodada de 33 anos na cara quer alguém que assine um cheque e resolva suas pendengas financeiras. De troco, oferece o que um "namoro" pode oferecer. Se vc tiver interesse em ser um otário, ligue.
Então tá.
sábado, 14 de agosto de 2010
Do tempo
Ele me olhou e disse: Era do teu tempo?
Em dez segundos, algumas filosofias botequianas tomaram conta de mim.
Pensei: Era do meu tempo? Por que era e não é?
Achei estranha esta colocação, mas pensei que todos emitem esta frase simples, mas carregada de intenções. Só que eu nunca tinha pensado na bagagem que ela carrega.
Por que temos que ter um tempo determinado? Pronto, meu tempo era aquele, agora não é mais. Adeus.
Peraí, meu coração bate, meu pavio é curto, salivo com quindins, planejo o futuro e meu tempo já passou? Como assim? Quem estabeleceu que um determinado momento da minha vida era o tempo de minhas produções, de minhas diversões, de minhas palavras e de meus atos e agora não é mais porque novas pessoas estão construindo suas identidades e demarcando seus espaços?
A Turma da Mônica não era do meu tempo. A Turma da Mônica é do meu tempo. Porque o meu tempo é agora.
Ainda não fui silenciada. Ainda sei dançar. Ainda bato um bolão. Ainda canto no chuveiro.
Ainda tenho medo. Ainda incomodo. Ainda tenho ataques. Ainda grito de raiva.
Ainda amo. Ainda me emociono com novelas. Ainda uso Renew. Ainda faço tudo errado.
Meu tempo é este.
Até que a morte nos separe.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Lost

"Casal de nigerianos tem filha loira de olhos azuis"
Bom, nas nossas mentes absurdamente poluídas já passou a ideia de uma super escapadela da mãe da criança com o Brad Pitt, não é mesmo?
Nada disso. Se a mãe da criança pulou a cerca, não deixou rastros, pois a criança linda e loira é filha do papai e da mamãe nigerianos, segundo o teste de DNA.
Então, fica a questão:
Se até a genética tá perdida, por que cobram que eu me encontre?
Tsc, tsc, tsc...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Conjutivite Mental
Se entre o sim e o não, o talvez for a opção...
Se entre a loucura e a lucidez, o equilíbrio for a resposta certa...
Se entre o sussurro e o grito a combinação de ambos for necessária...
Desculpe, desça na próxima estação que você pegou o bonde andando.
E nem quis a janelinha.
2)
Te ofereço por uma hora ser eu.
E depois te pergunto:
Existe definição de mim no dicionário?
3)
Sou a versão do erro que deu certo.
Da Tati Bernardi e nosso bom senso em comum!
E então, após o fogo inicial, fui saber um pouco mais desta minha mais nova paixão. E a medida em que eu estava desbravando suas linhas e entrelinhas, me deparo com esta frase {que quem me conhece, sabe que também é minha} :
MUNIDA DE CORAGEM ASSUMO: NUNCA FUMEI MACONHA E NEM FIQUEI BÊBADA.
Nossa! Atônita, eu li novamente e não conseguia entender que alguém além de mim pudesse repetir esta frase! Não, e não apenas repetir a frase... alguém além de mim, pudesse ter exercido a veracidade dos fatos!
Eu não era a única. Éramos eu e a Tati.
Percebi que minha paixão à primeira lida tivera fundamento. Minha paixão à primeira lida tinha algo de simpatia astral...
Após esta descoberta fenomenal, fiquei pensando... E algum dia eu tivesse fumado maconha e ficado bêbada??? E elaborei algumas hipóteses.... Prováveis hipóteses...
Bom, se eu tivesse fumado maconha, eu seria fedorenta, porque maconha, meu irmão, fede muito. Em primeiro lugar, teria que ser uma maconha industrializada, porque essa história de enrolar ervinha em palhinha e dar uma lambidinha não é nada glamouroso. E vamos combinar: eu sou glamourosa.
Assim, suponhamos que eu conseguisse uma maconha industrializada. Isso mesmo, conseguisse, porque com o preço da maconha eu compraria um Chokito.
Tá bem, não comprei o Chokito e consegui minha maconha industrializada: eu teria que fazer aquela careta e aquele barulhinho com a boca tipo o apito do trem? Não iria conseguir. A careta até que sim, sou mestre na arte facial, mas o barulhinho... Nada feito.
Simbora pra ficar bêbada, porque a maconha não combina com meu estilo linda, loira, estilosa e glamourosa.
Cerveja, não obrigada. É amarga. Pode ser a tal da Patrícia, a Bohemia, pode ser a mais elaborada com o malte cem por cento escocês (heim?) que não passa.
Passamos para a cachaça, ahhhh, a legítima cachaça. É incolor demais. Além de ser tomada num talagaço só pede também uma batida com o copinho no balcão do buteco. Alguém aqui me imagina no balcão do buteco? Obrigada.
Partimos para a tão famosa "Virgem": Leite condensado, leite de coco, vodka, gelo e canela. Vem canela? Não obrigada, mamãe me fez alérgica.
Smirnoff Ice? Bem bonzinho, docinho. Mas, por favor, me traz uma Sprit que dá no mesmo.
Não consegui nem imaginar os atos, quanto mais as consequências deles.
Literalmente, quando se é, assim, uma lady européia, a falta de classe nunca nos cabe, né Tati?
E que ninguém pense ao contrário, se não a porrada come, mermão!
sábado, 31 de julho de 2010
Das assombrações que insistem no furto identitário
Há as assombrações mais comuns, como aqueles quilos a mais que insistem em nos perseguir, aquele assunto mal resolvido que não sai da cabeça, as mágoas guardadas bem escondidas... Mas há aquelas assombrações que, na minha opinião, são as que mais assustam: as assombrações que insistem no furto identitário.
Definição complexa? Nada disso, simples como estas assombrações são.
As assombrações que insistem no furto identitário são aquelas que não conseguem algo além do que o simplismo. O simplismo, não a simplicidade.
O simplismo, termo bem pejorativo praquele indivídio tão simplinho, mas tão simplinho que insiste em ser autêntico às custas das ideias alheias.
Estas assombrações são compostas por uma incrível incapacidade de mostrar-se no seu verdadeiro eu, porque este verdadeiro eu chega a ser tão raso que não transborda interesse.
Posso parecer meio prepotente com esta escrita, mas assumo minha alma de persona non grata, narcisista e auto-contemplativa, assumo e creio que isto é o que me faça ser alguém permeada por este tipo de assombrações que insistem no furto identitário.
Assumo também a minha substância mais egoísta em um mundo que, aparentemente, clama por pessoas solidárias. Não sou tão solidária assim a ponto de dividir a minha identidade.
Desculpem as assombrações de furtos identitários, mas me sinto rasa de tudo o que não é autêntico.
domingo, 18 de julho de 2010
Julia e Patrick e seus casamentos
Bom, o nome do filme é O melhor amigo da noiva, com o fantástico Patrick Dempsey (que sou apaixonada desde que ele fez Namorada de aluguel em 1.346 a.c.). Então, o filme não passa de uma mímese de O casamento do meu melhor amigo, com Julia Roberts. Lembram?
Contextualizando...
Julia Roberts tem um amigo de bilhões de anos e ele vai casar, ela é madrinha e descobre que o ama e sempre o amou e quer acabar com o felizes para sempre. Patrick Dempsey tem uma amiga de bilhões de anos que vai casar, ele é a "madrinha", e descobre que a ama e sempre a amou e também quer acabar com o felizes para sempre. Tudo igual? Não, cara pálida.
Julia se deu mal na história e ficou sozinha ao som de I say you little prayer for you e Patrick conseguiu fazer com que a amiga deixasse seu noivo no altar para viver feliz para sempre com ele.
Minha humilde limitação vendo esses dois filmes é: Por que ela não conseguiu? Por que ele conseguiu? Por que o tempo não foi perdido quando ele percebeu que amava a sua amiga e para ela o tempo tinha se limitado?
Por que em nossa sociedade, nós mulheres, por mais que lutemos, busquemos, ousemos e arrisquemos não temos o nosso final feliz como esperado? Por que precisamos ser passivas como as princesas dos Contos de Fadas para que algo dê certo somente com a atuação de outro sujeito sobre nós?
Julia lutou em seu filme. Patrick também. A diferença foi o tempo. O tempo não foi perdido para ele. Para ela sim. Precisamos de mais tempo que os homens, vivemos em sintonias diferentes, contextos diferentes que nos separam, demarcam e rotulam demasiadamente.
Se somos vaidosas, somos frescas. Se não somos vaidosas, somos desleixadas. Se gritamos somos histéricas, se calamos: insensíveis. Se lutamos, somos mais macho que muito homem. Se não, somos acomodadas. Se temos ambições e não temos filhos: um horror. Se temos ambições e temos filhos: um horror assim mesmo.
Não temos muitas saídas. Game over pra Julia. Felicidades ao Patrick.
I Can't Get No
Eis que neste programa é anunciado como exclusividade mais exclusiva do mundo dos exclusivos o pai da Elisa Samudio. Como toda telespectadora sedenta por informações a respeito do caso, fiquei atenta.
Lulu Jagger começa a entrevista passando as mãos em seus cabelos de uma maneira quase que descontrolada, revirando-os de um lado para o outro e tentando uma crônica sobre o mundo injusto e violento a la Bial. Bom, a crônica se perdeu no meio do caminho e ela não conseguia dizer mais nada, apenas que o mundo era violento. Quase chamou os comerciais, forjando um choro. Uó.
Logo mais, Lulu Jagger senta a frente do pai de Elisa Samudio e este diz que a criou sozinho, que a mãe era muito nova, foi viver a sua vida, blábláblá. Lulu Jagger, centrada, lembrando o que estudou no curso de Comunicação Social (???) para começar a puxar sensacionalismo.
Papo vem, papo, vem. Isso mesmo, gente, era um papo descontraído. De repente começa as passar algumas fotos da vítima, umas três ou quatro pois o book era limitado e Lulu Jagger fala da beleza da moçoila.
O pai diz que ela tinha um sonho de ser manequim e Lulu Jagger não se controla e diz:
- Não, manequim, não, ela era muito baixinha. O máximo poderia ser um modelo fotográfico.
O pai diz, meio sem jeito:
- É, ela tinha esse sonho de ser famosa nas passarelas...
E Lulu Jagger:
- Não, não, ela poderia ser atriz, então se quisesse ser famosa.
Nossa. Não me controlei e impedida de pular no pescoço girafales de Lulu Jagger, apenas troquei de canal.
Não acreditei em tamanha aberração que se tornou uma entrevista que poderia ser bem sugada, bem articulada, bem administrada.Lulu Jagger não soube tirar o que aquele pai sofrido, mas com esperanças ainda, pudesse dar. Não por audiência, mas por respeito aos telespectadores, que, acredito, não estão nem aí pra altura de Elisa Samudio.
Fiquei pensando na Marília Gabriela encarando aquele homem e com meias palavras fazendo com que ele se abrisse e clamasse por justiça.
É nessas horas que vemos a diferença entre jornalistas e macacos de auditórios.
I can't get no pra Lulu Jagger.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Lady Gaga Mais ou Menos
Cabeleireiro, aí vou eu! Escurece, hidrata e repiiiiicaaaaa, repiiiicaaaa muito. E repicou. Nossa, perdi muitos quilos dos meus lindos fios loiros. Fiquei fashion, mais nova e mais magra (na opinião das minhas amigas especialistas!!!). Mudei.
Achei que o mundo mudaria também, mas o máximo que mudou foi minha aura de diva que ficou mais diva ainda, para o desespero de quem não me gusta muito (dá licença: hahahahaha).
Conversando com minha amiga Bel, que muito me xinga, me inspira, me sacode a poeira e me dá a volta por cima, dialogamos filosoficamente sobre a vida mais ou menos.
- E aí cabeçona, como vão as coisas?
- Tuda na mesma, mais ou menos, disse a Bel.
E a partir desta frasezinha, começamos enlouquecidamente a reclamar da vida, a querermos o desespero dos adolescentes, mas com a nossa independência e sabedoria de hoje que temos 59 anos (cuma?). Começamos a querer uma Disney dentro de nós e discordar do Cazuza que pedia a sorte de um amor tranquilo. Nós, não, nós queremos o exagero de estarmos jogadas aos pés.
E o que isso tem a ver com minha versão quase 3.0, repicada???? Chegamos a conclusão de que o mais fácil de ser mudado é o cabelo. Não que mudamos com ele, nada disso, mas a sensação momentânea de ter aquele problema da Lady Gaga resolvido foi demais. O cabeleireiro é o psicólogo imediatista. Nada de sessões longas e sucessivas. Repiiica tudo que resolve.
E depois? E depois os problemas voltam, as raízes voltam, as pontas duplas voltam. Mas e daí? Eu tenho a Bel pra reclamar comigo....
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Sem título.
Então, decidi não escrever.
Mas acontecimentos, não da Copa do Mundo, mas que têm algo a ver com ela, me fizeram pensar na sociedade cretina em que a gente vive. Cretina. E bota cretina nisso.
O que me trouxe mais indignada do que nunca é o assassinato da mãe do filho do goleiro -assassino-inescrupuloso-psicopata Bruno. Ou a ex-amante, como a Rede Globo costuma mencionar esta mulher, mãe que teve o azar de cruzar com este psicopata. Mas não quero aqui julgar o que este imbecil fez, até porque espero que a justiça o faça e bem feito... Ou se a justiça não o fizer, que na prisão alguém faça o favor de cortar este estrume em pedaços e dar pros cachorros comer. O que quero aqui é deixar claro e minha repugnância com que a Rede Globo está tratando este caso.
"Um futuro promissor na Copa de 2014" foi uma frase dita por um dos apresentadores desta emissora. Nossa! O assassino acabou com a vida de uma mulher por causa de dez mil reais em sua bolada de 500 por mês e ainda o mencionam desta forma? E o futuro desta mulher que nem sequer um enterro pode ter, já que seus restos foram concretados? Mas a que sociedade pertencemos, meu Deus, que mesmo diante de um crime desta crueldade ainda elenca a perda de um goleiro para o futebol?
Eu não sei mais que valores estamos absorvendo a cada vez que somos "abençoados" por frases como esta citada na Rede Globo. Eu não sei mais a que valores somos imbutidos a cada vez que um telejornal passa 3/4 de sua apresentação mostrando a jabulane dos infernos e esquecendo que quando o juiz apita a fome continua na África, no Haiti, no Nordeste e aqui na esquina.
Acho que o que me trouxe até aqui, não foi só esse assassinato com requintes de crueldade protagonizado pelo goleiro de um dos maiores times do Brasil, o que me trouxe até aqui foi a sensação de impotência frente a tudo o que acontece ao nosso redor e que nem ao menos percebemos, pois estamos atentos à ridícula voz do Cid Moreira dizendo Jabulaaaaane.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Quem canta seus vizinhos espanta!
Sabe aquela coisa de xícara de açúcar e dois ovos? Odeeeeeio. Explicação? Nenhuma isso requer, furtando a frase do meu amigo Nando.
Mas até aí tudo bem. É algo como antipatia astral, sabe? Não tem nada a ver com as pessoas em si, mas com o "cargo" que é atribuído a elas - vizinho.
Mas, ultimamente, tenho me estressado very very very bastante com minha vizinha que veio da Terra do X e do R (Sabex merrrrmo do que falo???). Nunca me estressei assim de bafão ao vivo, me estresso no meu próprio eu, porque , lembrem... uma princesa da Disney... mas estou prestes a virar a princesa do castelo do c*%$###!!!
Minha vizinha da Terra do X e do R levou muito a sério o ditado quem canta seus males espanta. Mas, zulivreguardi, quem canta daquele jeito chama todos os obsessores pra volta.
Ela canta Renata Ingrata e ainda faz eco... Renata, ingrata, trocou o meu amor, por uma ilusão ão ão ão... Dói, dói muito. Ela consegue fazer a voz da Sandy em Tremendo Vacilão. Deu mole pra caramba tremendo vacilão... só que em ritmo de ópera. Não, caros leitores, não sou exagerada.E sabe aquela da Ivete Sangalo Eu vou enfiar uva no céu da sua boca... Ela criou um dialeto próprio pra música, algo como é de baranistáááá, é de baiacobacu.Vocês não tem a real noção do terror que é. esse showzinho digrátis. Tudo isso na minha janela da cozinha enquanto ela, faceira, feliz e cantante lava roupas em sua área. E isso não é nada, porque ela canta em ingreis também, mas ainda não consegui decifrar de quem é a música pra poder repartir esta maravilha com vocês.
Diante de tudo isso, fico até feliz por não poder enxergá-la da minha janela, porque ver a performance corporal (chão! chão! chão!) dela enquanto canta seria demais pra minha educação britância.
E termino este post mimoso e musical modificando o ditado: Quem canta, seus vizinhos espanta!!!
sábado, 15 de maio de 2010
E sobre Viver a Vida...
Comecemos pelo Coisa Ruim. O Coisa Ruim entrou na novela do nada, no núcleo pobrástico e no final, virou Coisa Boa, aparecendo mais do que a Helena.
Só para lembrar, vocês, caras leitoras, a Helena é a... a.... a.... quem é mesmo a Helena?
O único pobre da novela desencarnou. A favela também e o Coisa Ruim, atual Coisa Boa, foi morar na Vila, e a Vila... não é qualquer Vila. É A VILA.
E se o pobretão desencarnou, a nipônica mais chata do mundo dos chatos, desencalhou. E se tivesse Viver a Vida 2, eu apostaria dé real como ela não seria escalada e o Dr. Ricardo ficaria com a mega super ultra sincera franca e prepotente da Isabel que até o nheco nheco da mana virgem pura minha ternura babou.
E por falar em babar, babou a pensão que a Dora receberia do Pelé, pois o filho era do Maradona.
A Helena (quem é ela mesmo?) tentou ser a melhor amiga de infância da Tereza, mas tomou mais uns desaforos pela cara... E a Tereza como não é burra nem nada, ficou de xaveco com suas lembranças de outra vida com o Marcos Mayer, mas preservando o francês. Porque importado, minha gente, é sempre mais caro!
Dessa vez, a empregada da Helena Quem é Ela Mesmo nem deu as caras e foi a empregada da Betina que roubou a cena dando conselhos bem sensatos pro Gustavo. E o Gustavo? O Gustavo nadou, nadou e morreu na praia... mas pode ser convidado para o corpo de Baile do Municipal, devido a sua dancinha quando foi abrir a porta pra Malu. Demais!
O gêmeo Mala pegou a mais bonita da novela e foi morar na Vila. A Paixão pegou o buquet e não aconteceu nada, de Paixão só o nome. E a profissional do Sequisso Pagu, Juju, Zebu, Fraju apareceu no casamento do gêmeo Mala pra que mesmo?
A Ingrid, gostei, ficou sendo a Ingrid mesmo, sem mudanças surreais, apenas mais louca a cada dia. Mas e os cavalos do marido dela??? Onde estão??? Aqui estão??? Eles se saudam, eles se saudam e se vão, e se vão!
E o Rio de Janeiro continua lindo, o Thiago Lacerda continua lindo, o amigo do Thiago Lacerda o Loiro Hilbert continua lindo, a mãe do Thiago Lacerda continua linda e sem nada pra fazer (vender Avon?) e a Luciana depois de parir gêmeos continua linda.
E viveram felizes para sempre...
FIM
sábado, 8 de maio de 2010
E sobre o Dia das Mães...
Então, ainda não escrevi sobre o Dia das Mães, mas compartilho o que rabisquei para as gurias que trabalham comigo...
Gurias,
Procurei mensagens que pudessem definir e homenagear vocês neste Dia das Mães. Não vou dizer que não achei... Achei sim, mas aquelas mensagens cheias de “nhem nhem nhem” que mais dizem que maternidade é doação, acalento, como se nós, mães, fôssemos intocáveis. Outras mensagens, ainda, mostram as dores e as delícias do ser mãe, como se já não soubéssemos muito bem!
Então, decidi que quero, pelo menos, individualizar vocês... Nada de uma mensagem que caiba para todas porque cada uma de nós é “cada uma de nós”, com o perdão da redundância.
A Taninha, por exemplo, é toda no diminutivo, mas tem uma capacidade no aumentativo... Ela é Pai também, e um grande Pai!
A Rafa tem o privilégio de viver a maternidade sob dois focos: o da menina e o da mulher. O da mulher fantástica, batalhadora, uma mulher com uma disposição imensurável para ajudar!
A Taís está sendo “mãe na marra” e sentindo também que precisa de uma. A ela, ofereço o pedaço Mãe que existe em mim.
A Naná, que vive um dia de cada vez, não perde as forças, nunca, quando o assunto é o Vavá e a Gabi. A eles, ela dedica todo o seu eu, custe o que custar!
A Vivi, literalmente, sentiu a dor que nenhuma de nós deve sentir e mesmo assim seu nome é Serenidade, Amorosidade e Companheirismo.
A Marta, pelos seus atos, tatos e ousadias, é uma leoa que faz de tudo para defender os filhos com toda a garra que é uma de suas marcas pessoais.
Que nossos Migueis, Pedros, Matheus, Nandinhos, Kailanys, Vavás, Gabis, Esthers, Netinhos, Ruthys nos façam cada dia mais pessoas melhores.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O dia em que a Terra parou...
Não, ele não matou ninguém.
Não, ele não vai fazer a cirurgia de troca de sexo.
Não, ele não é adotado.
Não, ele não está com o pé na cova.
Não, ele não foi escalado para o BBB 11.
(Pausa para o choro descontrolado.
Despausa.)
Meu querido dindo resolve contar o segredo da maçonaria:
Minha família não é a minha família. Não, não fui trocada na maternidade.
Foi o meu tataravó, que se fosse vivo teria uns 234 anos, que trocou o nome da família.
Peraí. É confuso. É doloroso. Contém cenas chocantes. Tirem as crianças da sala.
Eu, Rita Perez Germano de Orleans e Bragança, sou uma invenção de meu tataravó criativo.
Meu tataravó criativo foi registrar meu bisavô e trocou o sobrenome da família real. O nome dele era Alguma Coisa Solano e ele registrou o filho de Laurentino Perez.
Então, meus camaradas, meu Perez não é meu. Seria um Solano, muito do pobrinho no lugar.
Vocês estão tendo o meu alcance de que eu na verdade não sou eu? Sou uma verdade inventada. Meu Perez não é da família da Jeniffer Lopez... Não tenho alma espanhola. Mi español is fueda.
Agora, caríssimos leitores, me imaginem como Rita Solano Germano... Que redundância! Que falta de classe!
Em épocas de educação ambiental, minha árvore genealógica foi despedaçada, arrancada pela raiz de seu habitat natural. Esperem um momento que vou ali me jogar da ponte.
Como assim??? Posso ser prima do Mateus Solano??? Ele pode me abrir as portas de Hollywood??? Posso ser o pico de audiência que faltava em Viver a Vida??? Hum...
sábado, 24 de abril de 2010
Nossa Senhora Glorinha Kalil, livrai-me deste mal, amém.
A visão era do inferno. O elemento do sexo feminino estava de jeans, blusa de zebrinha, okean roxa e, pasmem, no cabelo um coque com plumas e flores roxas. O adereço do cabelo combinava com a okean roxa... Mulher sempre está ligada em combinar... até na desgraça!
Bom, se a zebra combinava com alguma coisa, ela tinha esquecido em casa. Os roxos se encontraram no sapatinho de EVA e nas plumas, mas discutiam loucamente e o jeans era a oitava maravilha do mundo. Já imaginou se ela tivesse de saia-calça azul celeste???
Se eu estivesse sozinha, teria achado que essa campanha toda contra o crack estava me afetando, mas não. Eu tinha testemunhas. Eu tinha com quem excomungar aquela peça retirada de um cenário da Broduei (sim, com esta escrita!). E excomunguei. Olha até evoquei a Nossa Senhora Glorinha Kalil pra livrar-me de todo aquele mal, amém.
E daí, eu pergunto: Pra que nascer mulher??? Por que não veio um brócolis, uma caixa de papelão ou até mesmo uma árvore de Natal???
Podem me matar, caros leitores, podem me chamar de tudo: insensível, imatura, fútil, retardada... Podem dizer que o mundo tá desabando junto com o Morro do Bumba e eu postando bobagens. Podem dizer que a fome é mais relevante e que a Política me dá muito mais motivos pra que eu escreva com seriedade e comprometimento e eu preocupada com imagem. E por aí vai...
Mas que eu não sou nada egoísta e quis compartilhar esta aberração andante com vocês, ah isso eu quis!!!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
" E o que vai ficar na fotografia, são os laços invisíveis que havia..."

Mas que adoro estagnar o tempo, isso eu adoro.
Minha resposta pra Maria (e qualquer outra pessoa que fala deste meu, digamos, "problema") é sempre a mesma: A gente morre, ficam as fotos!
A Maria ri e se gruda em mim pra guardarmos os momentos com um sorriso no rosto sem igual.
Gosto de como um momento pode ser guardado num papel.
Quando olhamos as fotos, não vemos apenas cores, vemos também sabores. Sentimos. As sinestesias tomam contam de nós quando revemos pessoas, lugares, fatos e atos por meio de fotografias.
Namorados rasgam fotos em brigas.
Amores são beijados pelas fotos.
Dores são sentidas pelas fotos.
Fotos são colocadas junto ao peito na angústia, na saudade, na paixão.
Mães abraçam filhos pelas fotos, até mesmo quando ainda não nasceram...
Com as fotos temos a oportunidade de ter, voltar, ver, reviver.
O tempo é estagnado pela fotografia e ali é feito História. História com H maiúsculo, porque cada um de nós tem a sua História a ser contada, evidenciada e celebrada.
Leoni cantou a magia da fotografia em "Fotografia": E que vai ficar da fotografia, são os laços invisíveis que havia... E sentiu que para além de figuras e emotivos, há laços invisíveis, com o perdão da redundância, que extrapolam o papel.
Quero continuar guardando minhas Histórias num papel. Mas quero que elas sejam vistas pelas entrelinhas... quero que elas sejam sentidas por quem ali passar.
E enquanto isso não quero deixar o meu dia passar de uma fotografia. Quero que o meu dia mereça estar em uma fotografia.
http://www.youtube.com/watch?v=znxJGABVz3c
sábado, 17 de abril de 2010
Da minha gargalhada
- Nossa, te reconheci pela gargalhada! Tu não vai parar de gargalhar nunca?
Respondi:
- Se eu parar de gargalhar, me leva flores.
E é fato.
O mundo pode estar caindo, as certezas podem estar sendo desfeitas e os laços desamarrados, mas a minha gargalhada pode ser ouvida.
Porque este é o meu eu. Um eu que ri, que acha graça do inesperado e que vê cores nos momentos mais infâmes e caóticos.
Se isto é positivo ou negativo? Não sei. E também não pretendo classificar a minha gargalhada com sinais matemáticos.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Fiadapú, te pego lá fora.
Eis que me vou à costureira para fins modísticos, porque meu nome é Rita Fashion Perez Germano (heim?) e então a costureira que aqui chamarei de Fiadapú me pediu um favor.
Fiadapú: O menina, será que tu poderias experimentar essa blusa pra mim?
Eu, me sentindo a modelete: Tudo bem dona Fiadapú.
Fiadapú: Sabe o que é... é que minha cliente tem os braços gordos que nem os teus... (Isso mesmo, caro leitor, ela fez isso.)
Eu, com uma cara de "ã": Aham...
Fiadapú surge com uma blusa que mais parecia uma colcha de tão imensa, abre o buraco do braço e enfia no meu.
Fiadapú: Ah, teu braço nem é tão gordo quanto o dela, mas acho que dá...
Eu, enlouquecida, raivosa e com instinto assassino: Fiadapú, vai pra ponte de paris, tu tá pensando o quê? Sua bigoduda de merda, vai fazer esta barba que tens um maranduvá embaixo do nariz. Braço gordo tem a mãe do Badanha e toda família dele, meu braço é fortinho... não tem nada de gordo. Vou te pegar ali na esquina e acabar com todos os dentes sobreviventes que tens nessa boca imunda. (Tá tudo isso é licença poética)
Saí de lá pensando seriamente em me atirar do quinto andar do Edifício Latoscana (aquele da Pampa), porque aquela bigoduda só pode ter sido enviada pelo vermelhudo lá do andar debaixo pra acabar com o meu rico dia. Aff , não sabe nem a diferença de balonê pra saruel... e nem distingue os vááááários tipos de xadrez que existem. Gucci pra ela é marca de achocolatado em pó e Prada é a mulher do Prado.
Mas, eu prometo, ah eu prometo, que volto lá com uma cera quente e peço pra ela experimentar no urso que ela tem embaixo do nariz pra ver a cera funciona....
E quem me ama deixa comentário dizendo que meu braço não é gordo (se não os dente cai tudo).